quindins velhos


by noyz©

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{Sexta-feira, Novembro 28, 2008}


### Quem bebe muito morre. Mas quem não bebe também morre. Então...

É tipo assim, é um estilinho meio novo, entende, é moderno. Sertanejo universitário. Não, não é pra rir, é que o lance tá na moda, tá rompendo barreiras e preconceitos, tá fazendo sucesso nas baladas mais dançantes e suuuper legais do país. E o Quindim têm que se integrar com as paradas do momento, tá ligado? Então, vistam seus chapéus, botas, fivelas e aquelas calças trinca bola e, depois, TIREM O PÉ DO CHÃO E CANTEM COMIGO: (ou não, afinal essa é mais uma das “Músicas que nunca dariam certo porque ninguém ia querer cantar junto enquanto as escutam”)

O amor é natural

Te amei por tanto tempo
Que nem sei mais quem sou
Vivi por ti, só pensava em ti
Nas carícias, tuas mordidas
Procurava teu sabôôôr

Parei com minha vida pra cantar
Desisti de tudo pra te falar
Que aquilo que um dia foi amor
Agora se resume em dôôõr
(Bá, não deu pra evitar, amor com dor é rima clássica. Tem que ter)

Mas mesmo assim não te esqueço
Nunca! Não te esqueço jamais
Era paixão de pele, mistura de pêlos
Tua saliva, meus sonhos e desejos
E que não terei nunca maaais

Me chicoteia
Com tua cauda amorosa
Me incendeia
Anda sempre sestrosa
Te trouxe aveia
Minha velha vaca barrosa

: Quindim é sertão
: Sempre naquela vida de campo
: Pisando em bostão

Assim escreveu Roberval Piriri, que escreve como se tivesse lá no interior. No interior do cú do mundo. E logo na quinta-feira, bem no dia em que o mundo faz cocô.


postado por quindim#neurótico 5:19 PM



{Quinta-feira, Novembro 20, 2008}


### Pra quem tá apertado, meia cagada é bosta...

Bá, não agüento mais essas “Músicas que nunca dariam certo porque ninguém ia querer cantar junto enquanto as escutam”. Cada vez que escrevo uma, me ataca o intestino, me salta umas erupções cutâneas e meu arroto fica pior do que um saco de peidos. Bom, pensando bem, nada de anormal. Ainda mais quando se faz um funk:

Bonde do Fedô

Hoje eu vou pro baile
Vou curtir o batidão
Sou curtido no vinagre
Em conserva de feijão
Quando cato umas minas
Elas desmaiam de paixão

Só quero as cachorras
Eu farejo desde longe
Aquele cheiro de alfazema
Misturado com enxofre
Ela é pura sedução
Desnorteia o nosso bonde

(E um refrãozinho competente, que toque doze vezes por minuto, tem que ser que nem esse)
Vai popozuda
Rebolando até o chão
Já sinto a catinga
Tu tá em decomposição
Vai popozuda
Rebolando até o chão
Vai subindo, vai descendo
Tu precisa de um caixão

: Quindim é povo
: Quanto mais se mexe nele
: Mais fede esgoto.

Assim escreveu Roberval Piriri, mais um cheiroso integrante da digna classe dos povão. E que teve que se submeter a duas horas de audição da rádio Eldorado, pra conseguir a inspiração pra compor essa belezura.


postado por quindim#neurótico 5:38 PM



{Quinta-feira, Novembro 13, 2008}


### Músicas são como as salsichas, é melhor não saber como foram feitas...

Dessa vez, em “Músicas que nunca dariam certo porque ninguém ia querer cantar junto enquanto as escutam”, vou ir mais pro lado pop, tipo uma música mais popular, entende, pra cativar o povão. Essa é um Axé, e chego até a imaginar a Ivete Zangalo cantando em cima do trio elétrico no carnaval. Isso, claro, se ela fosse uma música feita pra dar certo.

Folia Fácil

A mofa da inópia
Abiscoitei na picardia
Por excelsa espórtula
Em bambúrrio inaudita

Mitigando um tabaréu
Num lídimo soçobrar
A profícua aleivosia
Ocultada no sobraçar

Um esfalfado misantropo
No fruir de refocilar
A bazófia opípara
Sou sequaz do lupanar

(e tem o refrão, que gruda que nem chiclete)
Porque propalar o truísmo
Esvurmando o niilismo
É claudicar com eufemismooô, eêh, eêh, oôh!
(no finzinho tem que cantar com as mãos pra cima)

: Quindim é folia
: Faz merda e acorda depois
: Do meio-dia.

Assim escreveu Roberval Piriri, um folião que já se prepara praquelas festas tradicionais de fim de ano, como Natal, Reveion e a principal delas: a festa de CINCO anos do Quindim Neurótico. E que neste ano vai ser feita na casa do Élio, mesmo que ele não saiba. Vai ser tipo uma festa surpresa, e tal.


postado por quindim#neurótico 5:00 PM



{Quinta-feira, Novembro 06, 2008}


### Quem inventou o trabalho não tinha nada melhor pra fazer...

E a série “Músicas que nunca dariam certo porque ninguém ia querer cantar junto enquanto as escutam” continua. E essa é bem paulada, é um punk. É pra sair chutando tudo o que aparecer pela frente, inclusive o computador.

Feliz Trabalhador

Minha vida é boa
Eu não bebo nada
Não como churrasco
Nem vou pra farra

Se não fosse assim
Perderia meu tempo
Atirado num sofá
Bêbado e sonolento

E por isso não me perco
Meu horário é sagrado
Nunca chego atrasado
No meu amado trabalho

Não preciso de férias
Isso estraga a produção
Não preciso de aumento
Enriqueço meu patrão

(e o refrãozinho trimassa)
Faço hora-extra / Com prazer
Ocupo dois cargos / Talvez três
Limpar o banheiro? / É a minha vez

: Quindim é trampo
: Trabalha com muitos ritmos
: Menos com mambo.

Assim escreveu Roberval Piriri, que nas horas vagas faz a mesma coisa que quando está trabalhando: finge que está ocupado pra não ser incomodado.


postado por quindim#neurótico 5:42 PM