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quindins velhos
by noyz©
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Quinta-feira, Janeiro 31, 2008
### O limite é o medo...
Sabe o que é trimassa de fazer de tarde, quando não tem trabalho? Muda o rádio de estação e escuta a Eldorado - Primeiro lugar no IBOPE - Ligou, pediu, rodou. Sem neurose nem caô. Lá o caldeirão do funk é quente pra dedéu. O pancadão vai na pressão / Bate na palma da mão.
Vai quebrando, é swing na veia, mexe até o chão.
Só dá Mc Créu, créu, créu, créu / pra dançar o Créu / Tem que ter disposição / Tem que ter habilidade. Proibidão é o bonde mais boladão. Quando me vê ela mexe / Piri-pi-piri-pi-pirigueti. E as mina funkeira canta assim: Querem que a gente seja sexy / Querem que a gente seja pose / Querem que a gente seja santa / Mas eu não sou mais virgem. É tri quando tem duelo da esposa com a amante: Vou comer o teu marido / Então engole.
O papo é reto e o bagulho é doido. Só os manos, as minas, os guetos, as glamurosas, os charmes, os funks, as princesas, os bailes e as algemas. É o som mais quente do Brasil, a chapa tá ishhhquentando, é cabuloso dos meu. A rádio abala, é a rádio que domina, é ela que comanda. Não é mole não, o bicho vai pegar. Guerreiro de fé. É pra se jogar geral. Estamos juntos e misturados. Naneiro, aí.
Bá mano, é nóis.
: Quindim é tanque
: Dá pra lavar roupa suja
: Ouvindo funk.
Assim escreveu Roberval Piriri, colocando a bombeta e abrindo o champanhe pra brindar com os manos.
postado por quindim#neurótico 6:39 PM
Quinta-feira, Janeiro 24, 2008
### É preciso confundia a lógica do inimigo...
Tudo começou quando eu fui ao banheiro assoar o nariz e, puta la mierda, cadê o papel higiênico? Tinha acabado. Ainda bem que o que eu precisava era só tirar um volume polpudo de inhaca da venta esquerda. Imagina só se eu precisasse cagar?
Pois bem, recorri então ao velho truque da pia. Água jorrando, cabeça baixa, força sobre humana e disparo do projétil no alvo, ou melhor, no ralo. Quando levantei a cabeça, dei uma boa olhada no espelho, só pra dar uma conferida no meu novo visual e, não sei como, eu vi a verdade.
Talvez tenha sido por causa da balançada brusca da cabeça, talvez foi a força desprendida, ou talvez aquilo que saiu não era só um tatu, o que eu sei é que eu vi a verdade: O ser humano foi feito unicamente pra comer, beber, descansar e acasalar.
Não adianta forçar situações, trabalhar feito um louco pra ganhar dinheiro feito um louco e depois gastar com remédios pra curar a loucura. Não adianta querer mudar a natureza, a gente não foi feito pra isso. E o pior é que isso tudo é um circulo vicioso. Trabalhar demais também implica em poluir demais o planeta, e isso aumenta a quantidade de ranho per capta.
: Quindim é sujo
: Quando vai jantar fora
: Come caramujo.
Assim escreveu Roberval Piriri, preocupado com o planeta. O lance é parar de trabalhar.
postado por quindim#neurótico 8:39 PM
Quarta-feira, Janeiro 16, 2008
### Verão me lembra Malte 90...
Três coisas possíveis de se fazer quando a temperatura passa dos trinta graus:
1) Beber cerveja bem gelada. Mas ela também pode estar não tão gelada, dez minutinhos no congelador já tá de bom tamanho. O lance é beber pra amenizar o calor. Pensando bem, até ceva quente com uma pedrinha de gelo serve, se não tiver outra opção.
2) Reclamar do calor. Isso é evidente, e, na verdade, é a melhor coisa que o calor proporciona: poder reclamar dele. Porque, se não fosse isso, o cara ia reclamar do quê nessa época? Do IPTU? Do BBB? Do IPVA? Do LULA? Não, prefiro reclamar do calor. Enerva menos.
3) Discutir sobre o aquecimento global. Excelente distração para aqueles momentos onde falta assunto, já se reclamou do calor e a cabeça já tá cheia de cerveja. Nesse ponto é que as idéias supimpas brotam, e novidades tecnológicas são visionadas para a substituição de máquinas movidas a hidrocarbonetos. E sem esquecer na beleza de discussão azeda que se cria sobre os verdadeiros culpados da visionária hecatombe mundial, nunca se esquecendo de, neste exato ponto, bradar um forte: Bush-olho-do-cú!
Enfim, assim é o verão, o calor, a pele vermelha, o suor que pinga da testa e que gruda o sovaco. É pra isso que serve, não sei se vocês tinham notado.
: Quindim é quente
: Quem fica muito aqui
: Frita a mente.
Assim escreveu Roberval Piriri, um esquimó em cima de uma frigideira.
postado por quindim#neurótico 6:51 PM
Quarta-feira, Janeiro 09, 2008
### O primeiro drink a gente sempre esquece...
Choque, choque, choooooqueeee! Me detive na coisa em si. Era um choque. Botei o fio na tomada e senti o tranco, metade do corpo tremeu, outra metade sacudiu. Era tipo uma máquina de triturar carne, pesou muito no cérebro. Requinte de frustração, misturado com hiper atividade temporária da glândula pineal. Foi como uma montanha russa, quando a subida se perde no alto da mais alta subida, e na descida o sangue vai para o tímpano e produz sons contíguos e de singular afinação aguda. Se pudesse ver nesse exato momento as ondas sonoras reproduzidas em um osciloscópio, a esterese criada seria realmente um absurdo em se tratando da anatomia humana, ou mesmo em se pensando nos critérios da conservação da matéria.
Foram muitos barulhos. Estrondosos. Irritantes. Ruidosos. Importunos. Estrambóticos. Barulhos que tiram o sono, que dão impaciência. Agonia, respiração ofegante, transfiguração da fisionomia humana, sudorese, palpitações incontroláveis que desmentem a mais pressuposta opinião de que a massa corporal agüenta uma exposição prolongada de tal intensidade de sensações maçantes.
Tranqüilizantes para dormir já foram um conforto no passado, agora não fazem mais efeito. Os barulhos conseguem cortar o efeito dos remédios. Os barulhos são fodidos mesmo. Não agüento mais, vou tentar outra coisa, sei lá, talvez acupuntura com britadeira resolva. Ou então o CD novo da Kely Key me faça ver novos horizontes. Tamo aí, descobrindo que os velhos caminhos cagados são tri cagados mesmo, e que choque nas bolas não resolve nada.
: Quindim é colchão
: Quando pega no sono
: Ronca feito avião.
Assim escreveu Roberval Piriri, que precisa beber um pouco pra conseguir dormir. E também pra conseguir acordar no outro dia.
postado por quindim#neurótico 8:38 PM
Quinta-feira, Janeiro 03, 2008
### Pessimista é um otimista fracassado...
Zé da Silva Só não tinha nada de especial. Era bem comum mesmo, tinha mulher, dois filhos, prestação do apartamento, chevete bege, TV de vinte polegadas e um DVD. Mas não assistia a muitos filmes nele. Preferia ver programas da TV mesmo, que não precisava pagar.
Fim-de-semana ele sempre comprava costela e fazia churrasco. Segunda-feira sempre tinha dor de dente, por causa da carne dura do churrasco. Bebia cerveja, mas quando acabava, atacava na cachaça. Quando enchia a cara, enchia o saco de todo mundo também. Vive prometendo pra mulher que vai parar de beber. E também de fumar.
Enfim, nada de especial. Igual a uns tantos, e muito parecido com outros tantos. Só o que o diferencia dos demais xarás, esses milhões de Zés do mundo, é que Zé é seu nome mesmo, e não um diminutivo de José. É um Zé autêntico. O problema é que quando a fila que entra é por ordem alfabética, sempre fica por último. Como aqui no Quindim, por exemplo.
: Quindim é comum
: Quando veraneia na praia
: Compra no Assum.
Assim escreveu Roberval Piriri, acabando com essa merda de letras e nomes e histórias cagadas. Agora só vai falar do que realmente sabe: “Ahn, tipo, vou ver e tal”.
postado por quindim#neurótico 9:33 PM
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