quindins velhos


by noyz©

This page is powered by Blogger. Isn't yours? Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com



{Quinta-feira, Março 29, 2007}


### O diabo, quando não vem, manda um conhecido...

O motivo:
Bom, já tenho trinta anos de idade. Destes, os últimos quinze anos vivi em butecos, e o único tipo de exercício que praticava era o mental, onde forçava o cérebro para manter meu corpo em pé até chegar em casa. E ainda assim, apesar da longa experiência, tinha vezes que nem esse exercício eu fazia direito.
Então, por um singelo apelo do meu público único e particular, fui forçado a praticar algum outro tipo de exercício. E diante das opções propostas, pareceu-me que a natação seria a menos trabalhosa. Até porque, as minhas poucas lembranças sobre o tema piscina, remetem a ficar boiando na água e, de vez em quando, ir para a beirada bebericar um copo com alguma bebidinha gelada.

Como foi:
Tarde demais descobri que as coisas não seriam tão fáceis. Em primeiro lugar porque, logo que entrei na água, procurei visualmente por um bar, algum balcão, um garçom, e nada. Nesse momento suei frio. Entendi a armadilha.
Tentei então relaxar, tudo bem, ficaria ali por, no máximo, quarenta e cinco minutos. Ia conseguir agüentar. Foi quando escutei o berreiro estridente vindo de um dos lados da piscina: um bando de umas quinze ou vinte velhas senhoras idosas faziam hidroginástica, e praticavam seus exercícios aquáticos ao som de um desses funk-proibidão, sendo motivadas pelos gritinhos de um professor bixona, que ficava pulando e fazendo dancinhas na beira da piscina.
Outro problema que encontrei foi a falta de espaço dentro da piscina. Fora as velhotas, que usavam umas quatro raias, talvez mais umas cinco ou seis raias estavam sendo ocupadas por uma matilha de alunos que faziam competições entre eles, sempre com muitos berrinhos, tapinhas na bunda e frases de incentivo, como: ¿tu é bom!¿, ¿tu é o cara!¿ ou ¿tu é gostoso!¿. E as competições que faziam variavam bastante com o tempo. Quando eu cheguei, por exemplo, ganhava quem nadava mais rápido, mas, meia hora depois, vencia quem tivesse a sunga mais bonita.
Com todo esse agrupamento de espécies, só sobrou uma única raia da piscina, para que oito ou nove pessoas tivessem realmente aulas de natação. E também de defesa pessoal, para evitar que um machucasse o outro com as braçadas.

Conclusão:
A primeira conclusão que eu tive foi na manhã do outro dia, quando fui tentar abrir os olhos mas não obtive sucesso. Uma crosta de remela me cegou por alguns momentos, até eu conseguir chegar ao banheiro e limpar aquela craca com uma escova de dentes. Não me lembro de ter amanhecido com tanta remela nos olhos desde aquela vez, há muitos anos atrás na AABB, naquela festa com banho de espuma, em que para limpar os olhos eu derramava cerveja por cima.
Outra constatação foi a dor muscular geral, mas isso já era previsível. Afinal, dor muscular eu sempre sinto depois de praticar qualquer atividade física, como caminhar até o bar, ver um filme ou dormir.

: Quindim é nadar
: Basta se fingir de merda
: Pra não afundar.

Assim escreveu Roberval Piriri, desgraçado e cansado demais pra reclamar de mais alguma coisa.


postado por quindim#neurótico 5:35 PM



{Domingo, Março 25, 2007}


### Hoje eu vou beber. O chão é o meu limite...

Em cima da mesa uma cadeira, na cadeira um guardanapo com uma marca de queimado em forma de violão, não, não era bem assim. Eu, sentado em uma cadeira, e na mesa tinha um lenço com marca de queimado em cima de um baixo. Besteira, errei de novo. Perto da cadeira tinha um lençol em cima da mesa, e em cima da mesa tinha uma bateria, não, não tinha mesa, era uma cama, com um cobertor por cima do amplificador, e a cadeira usava batom, aí a cadeira deitou na cama e se cobriu com um edredom queimado.
Bá, sei lá, não lembro direito como foi, mas mesmo assim foi trimassa a festa de despedida do Ceco. E é Ceco com C mesmo, porque com S é coisa de baitola. Grande olho do cú, disse que vai pra Floripa trabalhar. Trabalhar é o caralho, ninguém trabalha em Florianópolis, aquilo lá é uma praia, e quem trabalha em praia é vendedor de rede.
Muita gente das antiga apareceu por lá, tipo o trio Terror/Cecília/Fabioloco, o Clebersom, o Pinzon, o Alemãomuitofeio, Caverna e a família caverninha, o Piti guri novo, Élio e sua respectiva companheira/parceira, Vander Fly e Vanessa que nunca faltam, paunocú, e até o coroa do sabugo. E tinha mais uns, mas é claro, como eu tava bêbado me esqueço agora. Alguns faltaram, como o índio véio Chuck, que tá no Espírito Santo, o chinelão Bradoque, anfitrião da penúltima festa e cagalhão desta, e o Leandro japonês.
Mas mesmo assim, com essa tigrada toda berrando e bebendo, a Surriada tocou pela última vez. Última vez com esse nome, a Surriada se despede berrando: ¿Isso aqui é a Surriada, e essa noite a casa vai voar!¿. Bá, baita banda, quem sabe um dia a gente retoma essas músicas e entorna aquela ceva e toca tudo junto no ventilador. Por que merda pouca é bobagem.

: Quindim é sair
: Tem umas pintas que vão
: Outras que são.

Assim escreveu Roberval Piriri, novamente de ressaca, novamente ainda meio bebum, e novamente recomeçando a se curar para a próxima.


postado por quindim#neurótico 5:37 PM



{Quinta-feira, Março 22, 2007}


### O futuro é um dos temas mais antigos da atualidade...

Eu odeio gente que pára no meio do corredor e fica batendo papo com outras gentes, que também não se incomodam em incomodar a passagem dos outros.
Eu odeio gente que tranca o trânsito, ou que buzina quando o trânsito está trancado.
Eu odeio gente que, mesmo vendo que tu tá fazendo um trabalho da maneira errada, espera tu acabar pra depois mostrar a maneira correta.
Eu odeio gente que bebe e depois quer brigar, discutir assuntos polêmicos, vomitar, dormir ou mijar.
Eu odeio gente que fala mal de outra gente pelas costas, que por sua vez também está falando mal da primeira gente em algum outro lugar para alguma outra gente que eu também odeio.
Eu odeio gente que pede alguma coisa emprestada e só devolve se tu for pedir de volta.
Eu odeio gente que quer impor suas idéias para os outros, como se essa fosse a maior verdade do mundo.
Eu odeio gente que mesmo que não me conheça direito, senta na minha mesa preferida do refeitório, só pra não ter que almoçar sozinho.
Eu odeio gente que puxa assunto comigo. E também odeio gente que me poda quando eu puxo assunto.
Eu odeio gente que respira.
Enfim, eu odeio, gente.

: Quindim é show
: A chinelagem só canta
: I mi noti dog nou.

Assim escreveu Roberval Piriri, concluindo mais uma de suas infindas procuras por um Eu interior. E não achou nada de novo.


postado por quindim#neurótico 5:28 PM



{Quarta-feira, Março 14, 2007}


e aí família joselito:

seguinte:

pra quem não sabe estou de casa nova. acontece que eu e a chayene decidimos juntar as escovas de dentes e tal.
na nova casa (que fica na major sezefredo, 200 - bairro marechal rondon - em frente à Polisport e ao lado da Sbardecar), estamos há um pouco mais de uma semana.

como a chayene fará o conhecido chá de panela para suas amigas, eu tive uma idéia maravilhosa. e batizei a festa que farei no próximo sábado de CERVEJA DE PANELA. HAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAH.

sei que o chá da chayene será para mulheres mas a cervejada aqui é pra todo mundo.

isso mesmo, neste sábado (dia 17) à noite (à partir das 20 hs.) quero convidá-los pra tomar cerveja de panela comigo, fazer um som, assar um churras e curtir rock n roll até não aguentar mais.

por isso além de todos os amigos, intimo a galera da Réquiem, da Lubinis e da Surriada a trazerem seus instrumentos pra gente fazer muito barulho, pra mostrar pra todos os meus vizinhos com quem é que eles tão se metendo. não se assustem, meus vizinhos são poucos, e como muitos sabem, a major é uma rua praticamente comercial (inclusive à noite, se é que me entendem - comércio do entretenimento adulto, para os que não se ligaram).

então o negócio é o seguinte, sábado farei um estoque de ceva e de uns pedaços de carne. mas como conheço vocês, sugiro levarem também um pequeno pedaço de costela, frango ou salsichões, e o que mais ou menos irão beber. fora isso, pra quem tem banda, leve seu instrumento. bateras levem os objetos pessoais como caixa e pratos. além disso, preciso de um ampli de baixo e outro de guita, pois tenho um fenderzinho pequeno. os ampli não precisam ser grandes pois faremos a bagunça na sala da churrasqueira.

pros que moram em canoas, e que tiverem os amplis, vamos trocando uma idéia aí que até sábado a gente dá um jeito de trazer as coisas.

vou tentar comprar um barril de chopp. mas mesmo assim como disse, tragam suas biras. ah, quem tiver um isopor grande ou médio, me avise, vamos precisar no dia.

ah, precisarei de espetos, pois tenho poucos aqui. quem tiver pra emprestar, beleza.

resumo

CERVEJA DE PANELA

bandas

réquiem, surriada e lubinis (todas à confirmar) + jam's

sonzera mp3

churras e ceva.

onde: casa nova do bradoque (major sezefredo, 200 - bairro marechal rondon - em frente à Polisport e ao lado da Sbardecar), às 20 hs.

(se ficar ruim pra alguém voltar, tem espaço e cama pra dormir.

pra todos levarem: um pedaço de carne (pequeno) pro churras e o que mais ou menos vai beber; levar também garfo e faca.

pra alguns levarem: isopor, espetos, instrumentos, equipamentos pessoais de bateria. ampli de guita, baixo, e caixa pra voz. (batera: tentarei conseguir com meu amigo júlio, hehehehe)

conto muito com todos vocês pra fazer essa bagunça.

bradoque

postado por quindim#neurótico 12:41 PM



{Quarta-feira, Março 07, 2007}


### Mais feio que cão usando tanga...

Sonhei com um cachorro que eu tinha quando era pequeno. E o bicho continuava o mesmo bosta de antes: vadio até pra se coçar. No sonho, tipo um filme de ação, eu era perseguido por bandidos armados com bazucas e metralhadoras, e a única maneira de me salvar era com a ajuda do cão. É que ele estava vestido com um colete, tipo desses do exército, repleto de mísseis e bombas e essa coisas. Seria fácil acabar com todos aqueles desgraçados, bastava apertar alguns botões e todos iriam para o espaço.

O problema do meu sonho é que o pasmado canino não se mexia, tava atirado num canto, dormindo com as patas pra cima. Só se mexia um pouco quando alguma artilharia mais forte explodia perto dele. Daí ele dava uma olhada na confusão, se ajeitava de novo e voltava a dormir.

E eu lá, me fudendo, levando tirambaço de tudo que é lado, tendo que fugir e me esconder do bangue-bangue. Quando já tava perdendo as esperanças de sair com vida desse maldito sonho, o bicho se mexeu. Me olhou com aquela cara remelenta e se levantou. Se coçou um pouco, desviou da explosão de um Scud, e veio até mim.

No mesmo instante peguei todas aquelas armas do lombo do cachorro e destruí todos aqueles salafrários. Eu tava tipo o Rambo, dei tiro a três por quatro e ainda disparei umas flechas. Depois da merda toda acabada, olhei pro lado e vi o animal dormindo. Grande cachorro, aquele.

: Quindim é trunfo
: Se não achar aquele naipe
: Eu me afundo.

Assim escreveu Roberval Piriri, ainda com algumas seqüelas, depois da perda das férias.


postado por quindim#neurótico 9:18 PM