quindins velhos


by noyz©

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{Domingo, Janeiro 28, 2007}


### Vou pedir uma cueca Nike pro Papai Noel...

Pra onde vão todos os cagalhões do mundo? Todos os cocozões que são cagados diariamente, pra onde vão depois da puxada da descarga? São enviados para algum mundo paralelo, ou simplesmente depositados em uma vala comum? Essa é a minha questão: é o fim ou o início? Bostas querem mais bostas para se sentirem vivas, ou elas não tem essa necessidade humana de conviverem em comunidades? Seriam elas uma forma evoluída de perpetuação da espécie? Ou quem sabe uma simples exclusão da vida marginal? E o cheiro que os cocozões deixam, não fazem parte da sua existência? Se sim, porque não vão junto com eles? E os cús, o que tem ver com toda essa merda? Porque não ficam isolados do corpo humano, já que expurgam os excrementos deste? Porque estão ali, perto do pau e/ou buceta, quando poderiam ficar mais isolados, lá em um dos pés, tipo no calcanhar direito? Lá onde na hora do coito serviriam mais para os fetichistas de pés, a segunda parte mais suja, externamente, do corpo humano? Eihn? Eihn? Me responde? Fico curioso com esses cagalhões de fim-de-semana.

: Quindim é cocô
: Desce macio e reanima
: No conhaque eu vô

Assim escreveu Roberval Piriri, que só saiu do banheiro pra escrever esta bosta. Mas já está voltando pra lá. Fim-de-semana tem dessas merdas.


postado por quindim#neurótico 11:23 AM



{Sexta-feira, Janeiro 26, 2007}


### A galhardia, a maximidade e a altivez não me deixam ser humilde...

Fui dar um tempo no banheiro do trampo, até aí tudo normal. Sentei no meu trono favorito, o branco com tampa acolchoada. E fiquei por ali, só pra passar o tempo, pensando nessa merda toda. Esse lance meio Denorex, que parece mas não é. Mas talvez seja, e nos fazem achar que só parece que é, para que pensemos que não é. Ou então que nada que não pareça o que é, seja verdadeiramente o que é, mas aí entraremos em um círculo sem fim. Filhasdaputa, estão sempre nessa vidinha.

Puta merda, tenho que vencer esses corno, não posso simplesmente desistir e me entregar e dizer: tudo bem, vocês conseguiram me derrubar, podem cortar as minhas pernas para que eu não consiga correr mais. É isso o que eles querem, querem fazer comigo a mesma coisa que fazem com as galinhas, cortam as asas para que elas não possam voar, e depois ficam só esperando o ovo com a mão no cu da galinha. Ficam só esperando o resultado do trabalho dos animais escravos, aqueles que não voam mais, ou não correm mais.

Mas eu não vou deixar que cortem as minhas pernas, não senhor, e mesmo que eu nem corra mais tão bem, eu as quero aqui, pra saber que se um puto dia qualquer eu tiver uma diarréia e tiver que correr até um banheiro, eu posso fazer isso. E mesmo que eu não consiga correr tão rápido e me borre pernas abaixo, não interessa, eu quero minhas pernas assim mesmo.

Eles vão tentar me convencer disso, que será bom pra mim, vão tentar me torturar com a psicologia de um torniquete, vão me dizer que continuar assim não é vida, e vão continuar apertando e apertando as minhas pernas, mas eu não vou aceitar. Daí vão me colocar em um lugar pequeno e quente, vão me atormentar com barulhos medonhos, e esse fedor maldito, esse cheiro chega a sufocar, quero sair daqui, onde é que eles me colocaram, me prenderam em algum lugar fudido, prenderam as minhas pernas, desgraçados, me soltem, eu não vou agüentar, e AHHHH!!!!

Acordei todo ensopado de suor, escutando e sentindo o mau cheiroso tiroteio que vinha de uma patente ao lado. E ainda tive que agüentar aquilo tudo por uns cinco minutos, até que minhas pernas saíssem do estado de dormência. Mas, apesar disso, mais uma vez eu consegui.

: Quindim é ódio
: Queria tempo pra quebrar
: Esse relógio.

Assim escreveu Roberval Piriri, grande conhecedor das mentes e dos banheiros humanos.


postado por quindim#neurótico 5:39 PM



{Terça-feira, Janeiro 16, 2007}


### E agora, uma novidade: virei otimista...

Sexta-feira passada saí pra fazer o jogo da Mega Sena, mas, no meio do caminho, meu carro estragou. Era a sorte começando a sorrir pra mim. Imagina só se eu dou o azar de conseguir fazer esse jogo, daí dou o azar de ganhar um caminhão de dinheiro e depois dou o azar de ser assassinado? E a minha sorte não parou por aí. Como fiquei sem carro, não pude sair pela noite atrás dos butecos, e com isso evitei ser parado em uma das milhares de blitzes que aconteceram durante todo o fim-de-semana.
E que bom que gastei uns trezentos contos pra arrumar o carro. Pura sorte. Sem dinheiro e sem carro, passei o findi inteiro em casa, botando em dia todas as coisas atrasadas. Pintei uma parede, que há meses estava implorando por uma tinta. Também preguei umas coisas que já tavam caindo, apertei uns parafusos que já tavam soltando, limpei umas coisas que já tavam fedendo. Depois, pra amenizar, fui comprar o jornal pra dar uma lida, e olha a sorte de novo: a vodka tava em promoção. Levei.
E depois dessa trabalheira toda que eu tive, adivinha, mais sorte: fiquei com dor nas costas. O resultado não podia ser melhor, afinal, ganhei um dia de atestado no trabalho, e passei a segunda-feira inteira vagabundeando na cama. E, claro, bebendo vodka pra passar a dor. Pura sorte.

: Quindim é forte
: Fizeram macumba no site
: Pra dar sorte.

Assim escreveu Roberval Piriri, afirmando que se não fosse a possibilidade do suicídio, já teria se matado.


postado por quindim#neurótico 7:17 PM



{Sexta-feira, Janeiro 12, 2007}


### Todynho não vale um bifinho...

Caí na besteira de tomar um copo de leite com chocolate. É que eu cheguei em casa cansado, com fome e desanimado demais pra fritar uma chuleta. Então fiz a besteira: leite com chocolate. Ainda bem que não tinha bolacha Maria para acompanhar, ou a cena seria ainda pior.
É que, pra mim, que não sou criador de vacas, o leite não tem muito valor. Isso talvez ocorra por eu ter sido desmamado muito cedo quando criança. Na verdade não tenho muita certeza disso, vou perguntar pra minha mãe da próxima vez que a ver.
Leite até que é aceitável, quando usado em conjunto com outros ingredientes culinários, e se transformando em pudins, ambrosias, bolos e batidas. Eu disse batida, não vitamina. Aquela, feita com alguma fruta e canha. Esse sim, é um bom uso para o leite. Mas assim, purinho, bebido feito água, não sei, não eras, não agrada.
Mas havia a fome, e só tinha aquilo, então bebi. E me arrependi. Em dez minutos tava no banheiro. Caganeira. Da próxima vez eu faço uma batida.

: Quindim é leite
: É uma boa pedida
: Para os doente

Assim escreveu Roberval Piriri, assistindo TV pra não precisar pensar em nada.


postado por quindim#neurótico 11:49 PM



{Sexta-feira, Janeiro 05, 2007}


### Para bom entendedor, meias palavras bas...

Olha, deixa eu te contar: o nome do lugar era Beberibar.
Tava morrendo se sede e querendo me enxaguar
Mas só tinha um pila no bolso
E isso pro vendedor de cerveja era pouco

Beberibar era o estabelecimento do Azambuja
Um véio desgraçado que não vende fiado
E me fez correr o mundo atrás de um trocado

Aí fui tentar arrumar mais uns cobres
Pedi pro pão duro do meu irmão
Mas ele nem pra se abanar abre a mão

Aí fui tentar com um conhecido da vila
Mas o canalha era tão corvina
Que pediu emprestado o petebê que eu tinha

Aí fui tentar com a minha mulher
Uma flor de pessoa, não ia me negar
Mas tive que correr pra panela não me pegar

Aí eu tive que parar pra pensar
Só tenho isso, e pra ceva não dá
¿Baixa aquele Velho Olho de Tigre¿, falei pro dono do bar

Me olhou estranhando, respirou e largou:
¿Mas ainda a pouco tu queria cerveja
Mudou de idéia ou não tem pra despesa?¿

Mas que butequeiro desconfiado, fiquei irritado
O que eu bebo eu pago, não sou desleal
E joguei no balcão a nota amassada de real

Então aconteceu um milagre que nem eu esperava
Um pé de vento entrou pela janela
E uma nota de cem se enroscou na minha perna

Depois dessa maravilha, me cobrei do melindroso
E avisei pro animal: ¿vou beber no Bar do Roberval,
Aquele outro comércio que é teu rival¿

Saí do lugar ainda a tempo de escutar
Quando a mulher do avarento pediu ajuda
Com a ventania perdeu dinheiro, que foi pra cucuia
E agora eu tô aqui, bebendo com o dinheiro do Azambuja.

: Quindim é crachá
: Tem que usar no serviço
: Fiscal de paxá.

Assim escreveu Roberval Piriri, dono de um bar particular e profundo conhecedor dos traquejos dos bebuns.


postado por quindim#neurótico 7:08 PM