|

quindins velhos
by noyz©
|
Domingo, Fevereiro 29, 2004
### De todas as cores do céu eu prefiro o preto...
Acontecimentos estranhos só servem para duas coisas: primeiro para que possam existir acontecimentos normais, e em segundo para que pessoas estranhas possam viver e repassar tais acontecimentos para que outras pessoas possam, enfim, saber que o mundo não é uma grande Malhação.
Pois bem, neste fim-de-semana fui visitar meus pais, eles moram em uma cidade do interior. Onde é a cidade não importa, afinal essa história poderia ter acontecido em qualquer outra cidade interiorana, ou em uma grande cidade, ou mesmo poderia ter sido apenas uma meia-ilusão-meia-flash-back daquelas coisinhas brancas do jardim.
O lance é que eu estava lá, e pra mim, pelo menos, pareceu ser bem real. Pois bem, estava tomando umas cevas com um primo que mora na tal cidade, quando passou um carro de som anunciando: ¿É hoje, gurizada! A folia já está armada! É o Carnaval de Enterro dos Ossos, na praça central. Não percam, vai ser o canal!¿. Quando ouvi o convite, vou dizer a verdade, não tive muito vontade de largar a minha ceva para acompanhar tal folia. Mas quando reparei o ímpeto movimento do meu primo, largando o copo e pulando de felicidade pela notícia espalhada aos ventos, repensei minha posição e achei que poderia ser uma boa escolha comparecer ao evento. Mas só depois de acabar a minha ceva.
Perto das dez da noite chegamos na praça, e de longe percebi o movimento frenético dos aldeões. As mulheres com fantasia das mais variadas, que iam de Feiticeira à Pocarontas. Hum, belas fantasias. Já os homens estavam todos fantasiados da mesma maneira: de bêbado. Não vi um só daqueles coloninhos sem uma garrafa de refri dois litros cheia de samba. Parece que a bebida é a preferencia municipal do verão, já que no inverno eles todos optam pelo tradicional vinho.
Uma banda, em um bonito e decorado palco construído com moerões e tábuas roubadas de algum potreiro, tocava os grandes sucessos dos carnavais passados, aquelas velhas e boas marchinhas, e que destaco algumas pela preciosidade: ¿Alalaôôôôôôô / mas que calôôôôôôô / atravessamos o deserto do Sahara / tava tão quente que queimou a nossa cara / Alalaôôôôôôô / mas que calôôôôôôô / atravessamos o deserto da Suiça / tava tão quente que queimou a nossa ...¿, ¿Se você pensa que cachaça é água / cachaça não é água não, cachaça vem do alambique / e água vem do ribeirão¿, ¿Nós somos da turma do funil / nós é que bebemos e eles que ficam tonto¿. Enfim, um repertório irrepreensível, perfeito para a ocasião.
Volte e meia subia no palco o apresentador da festa, e, com um megafone na mão, espalhava sua palavra: ¿É isso aí, galera! Esse é o melhor carnaval da serra gaúcha! E essa é a banda Ego do Marciano, pra vocês!¿. Ego do Marciano, nome trimassa. Depois anunciou as rainhas do carnaval local, e as polenteiras apareceram com aquelas fantasias cheias de plumas na cabeça e rebolando aquelas bundas brancas. Bunda branca em fio-dental também é trimassa.
Mas fora essas relevantes demonstrações sobre o palco, o que acontecia fora dele também me comovia. Tipo um tiozinho, uns cinqüenta anos, chapéu e terno branco, bigodinho aparado milimetricamente e a inseparável garrafa de samba em baixo do braço. Ele conversava com umas três guriazinhas, média etária de dezesseis anos, que fumavam uma minúscula ponta em um canto escondido da praça: ¿¿É, eu quando era mais novo também fazia essas loucuragens que vocês fazem, mas agora não faço mais nada fora da lei. Quer dizer, de vez em quando eu ainda como umas ninfetas menores de idade.¿ Falou isso e largou aquele sorrisinho estilo Roberto Carlos. As minas deram uma gargalhada e foram embora. Acho que se o tiozinho tivesse dado uma risada estilo Reação e Cadeia ou Detonautas ele poderia ter se dado bem.
Quando o relógio da igreja badalou à meia-noite, veio o recado do prefeito da cidade, transmitido pelo doido do megafone: ¿Pô, pessoal, infelizmente a vizinhança reclamou do barulho e nós vamos ter que acabar com o Enterro dos Ossos daqui a meia hora. Mas no ano que vem, aguardem, o espetáculo vai ser ainda maior!¿.
Assim escreveu Robercarnaval, que já anotou na agenda e no ano que vem não faltará por nada.
postado por quindim#neurótico 5:57 PM
Terça-feira, Fevereiro 24, 2004
### E agora, com vocês: El cabeça de guidom...
Em um camping situado próximo as margens do Rio Berval, um grupo de amigos se aprontava para aproveitar o sábado de sol com uma caminhada pela região, queriam conhecer os morros que ladeavam o dito rio. Era um pessoal jovem, estudantes universitários em sua maioria, uns dez ou doze.
Mas um dos integrantes do grupo se destacava daquele pessoal esperto e de ótimo porte físico. Não por ser o único com mais de cinqüenta anos, nem por ser o único pançudo e barbudo, ou por ser o único baixinho e banguela. Não, o que o diferenciava mesmo era um garrafão de vinho sobraçado, e que ia sendo bebericado em intervalos de exata regularidade. Seu nome: Osmar Telo de Jesus.
Durante a caminhada, foi deixado para trás em várias oportunidades, já que vinha caminhando aos tranco e tropeços e barrancos. Algumas vezes foi ajudado a se levantar, já que a falta de lucidez o atrapalhava em movimentos simples. Mas estava feliz, apreciando toda aquela paisagem em volta do seu garrafão.
Quarenta minutos de caminhada foram retribuídos com uma linda ponte de pedras, uma ponte antiga e comprida, já que o rio se alargava naquele ponto. Algumas pessoas já sacavam suas máquinas fotográficas para registrar o momento, quando viram um senhor pescando na margem oposta do rio, e resolveram ir até lá para tentar obter mais informações sobre o local.
Assim que chegaram, nem bem se apresentaram, Osmar Telo já se pronunciava, com aquela fala embargada de meio garrafão: ¿Ô tiozinho, responde aí, qual é a melhor coisa do mundo?¿. O pescador olhou para o rio, pôs a mão no queixo, olhou para o céu, coçou o saco, olhou para o grupo e respondeu: ¿Bah, eu acho que é dar uma boa cagada.¿ Osmar Telo arregalou os olhos com a resposta, refletiu um pouco e replicou: ¿Porra, agora fiquei na dúvida. Não sei se sou eu que não entendo nada de cagada ou se é tu que não entende nada de foda. Assim falou Osmar Telo de Jesus.¿
E assim escreveu Roberval, que precisa anotar tudo para não esquecer de nada. A memória anda muito fraca.
postado por quindim#neurótico 2:10 AM
Sábado, Fevereiro 21, 2004
### O que é de ontem o bicho não come...
O que eu acho é o seguinte: se eu acho é por que não tenho certeza, e se a certeza não impera, com certeza o que eu acho é incerto. E isso é certo. Mesmo que isso não seja, pois o que é certo é que isso nunca foi aquilo. E nem nunca poderá ser aquele.
Sentindo coisas batendo na minha cabeça eu sempre penso melhor, e isso é certo. É que quando se bate em alguma parte do corpo, o sangue vai pra lá com mais vontade. E o sangue é um bom condutor de idéias. Na verdade é o melhor. Não que isso seja um mote para que os senhores comecem a bater com a cabeça na parede. Não, isso realmente não é bom. Mas enfim, é como eu disse, sentindo coisas batendo na minha cabeça eu sempre penso melhor.
Repense na grande vitoria que algumas pessoas tiveram com esse simples movimento: Chaplim, ele volte e meia batia com a bengala em seu chapéu, e por conseguinte em sua cabeça; Hendrix, vídeos mostram suas cabeçadas nas caixas amplificadas, e isso não se discute; Santos Dumont, antes de voar no 14 Bis (e ter seu reconhecimento roubado pelos Irmãos Write) bateu com a cabeça em muitos testes voadores furados; Charles Manson, batia a cabeça em paralelepípedos; Bozo, usava martelos e uma bigorna para dar aquele formato no seu cabelo; Sinhozinho Malta, vivia batendo na cabeça e sacudindo o relógio pra agradar a viúva Porcina.
Cara, as provas estão aí. Acredite quem quiser. Mas não, não batam com a cabeça na parede.
Assim escreveu Roberval, com galos na cabeça e bebendo para tentar não sentir as dores.
postado por quindim#neurótico 7:50 PM
Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004
3. JIMI RENDA-SE
(Tom Zé/ Valdez )
Gênero: maracapoeira
ARRASTÃO DO FALAR SOFISTICADO
Ed. Sonata (Fermata) 70274620
Guta me look mi look love me
Tac sutaque destaque tac she
Tique butique que tique te gamou
Toque-se rock se rock rock me
Bob Dica, diga,
Jimi renda-se!
Cai cigano, cai, camóni bói
Jarrangil century fox
Galve me a cigarrete
Billy Halley Roleiflex
Jâni chope chope chope chope
Ô Jâni chope chope
Ie relê reiê relê
rádio fly
postado por quindim#neurótico 10:44 AM
Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004
### Comendo mamão pra cagar fino...
E é assim que são as coisas. Antes reclamava que estava trabalhando demais, que não tinha fins-de-semana, e aquelas coisas todas de socialista bêbado rendido pelas mãos fortes do capital. Mas agora o problema, ou melhor, a constatação é que eu retornei à minha mais profunda e original forma de ser: um vagabundo no mundo da sinecura.
No trabalho só executo funções banais, sem exigências de qualidade, quantidade ou tempo para a conclusão. Sou quase um chefe de mim mesmo. E um vagabundo chefiando outro, só pode dar em vagabundagem.
Tenho agora fins-de-semana completos, e com folgas garantidas em quase todas as segundas-feiras, isso sem contar no feriado do carnaval, que vai até quinta. E dependendo do meu estado físico, pode ser estendida até sexta. Mas sexta-feira eu tenho que ir trabalhar de qualquer maneira, afinal, é o melhor dia da semana, tem almoço especial, menos trabalho do que o normal, dá pra sair mais cedo e sempre tem umas cevas me esperando em algum buteco. Esse dia não dá pra perder.
Pra se ter uma idéia do meu atual arquétipo vagabundal, num dia desses de semana eu estava em um bar batendo um papo com o Joselio, aquele cara que está sendo procurado, na verdade caçado, por irmãos de minas Sapucaienses. Em determinado momento, no momento do mijo no banheiro pra ser mais exato, senti uma dorzinha na planta do pé direito, e lembrei: tinha andado o dia inteiro com uma pedra dentro do tênis, que por preguiça não foi retirada. Muito vagabundo.
Assim escreveu Robervagal, com preguissa de corrigir posiveis erros ortográfiços.
postado por quindim#neurótico 8:42 PM
Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004
Ditos no Cânhamo
Domingo á noite, fantástico, garota de biquini e o élio bate o martelo: "O que é visto é pra sê olhado."
fly
postado por quindim#neurótico 7:45 PM
Domingo, Fevereiro 15, 2004
### Das coisas guardadas, quase esquecidas...
Estava escrito lá no livro preto. E não tinha lembranças de tal acontecimento, mas a memória do papel me ajuda nessas horas. É certo que as vezes atrapalha, mas, sem dúvida, mais ajuda do que atrapalha:
Isolam a ilusão, isso não, só é luz. O que não é visto não é compreendido, dito e não feito, no leito de um sonado. Que tal sair à noite, esconde o rosto da chuva, a lua nunca esconde.
Te vejo de longe, no monte vermelho, o brilhante gigante, que chama o andante, distante pra perto.
Desperto o ouvido, ouço e repito, o que grita o monte. A noite acabou. E tu acordou.
Assim escreveu Roberal, extraindo coisas do fundo do disquete, daquele tempo em que ele não dormia convencionalmente.
postado por quindim#neurótico 3:21 PM
Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004
O TEATRINHO VULGAR DE UM APRESENTADOR MEDÍOCRE.
"Eu não sou hipócrita"
Gilberto Barros
Eu não ia falar nada, A Bandeirantes (BAND), rede de televisão, ultimamente não se ocupa de muitas coisas a não ser com o rabo dos outros.
Vamos direto ao assunto que não tem nada de polêmico, é vida real:
Uma garota dança em boates, faz shows de strip, aparece no big brother brasil, vai pro paredão é eliminada e a vida continua meu véio.
A mídia mostra fotos, apresenta endereços e pessoas que afirmam veementes ser ela mesma, a garota que chupava pica e dava o rabo ou sei l[á que porra ela fazia pra ganhar uns trocados.
Mas que porra, meu, porque que ás vezes as coisas são tão idiotas ao ponto de eu encontrar dentro da minha televisão o simulacro da inocência e da moralidade decadente, frustrada na cara de pau de uma pessoa sem talento algum, vulgar e que precisa dizer para todo o Brasil que não é Hipócrita.
Passei a pensar que a televisão não tem basicamente utilidade alguma. é só pra entreter, no caso de quem assia tv a cabo, ou ligar o vídeo cassete, no caso de quem não tem DVD, ou mais nada.
A tv aberta - com excessão da TVE em muitos horários - é um lixo. e se vc está lendo isso agora só pode estar concordando comigo, do contrário então não estamos falando a mesma língua ou tu vive em outro clima.
E como sou um verme pessimista metido a bagaceiro fumanchú e tomando pela aura da demência, registro aqui no blog uma mesagem especialmente Sr. Barros:
Meu velho, te liga!
Dinheiro é importante e todos tem que trabalhar,
Mas fazer isso com o dedo no cú dos outros é coisa de
Um grandisíssimo Filho da puta.
Além disso, Preconceito é crime.
Ou vai dizer que tu nunca pagou pra ter sexo?
Ops! não adianta reponder, eu não acredito em apresentadores de tv.
Só sendo muito Otário mesmo.
e por fim, Gilberto Barros: FODA-SE! Continue fazendo esse programa cretíno aí, sinceramente:não dá pra esperar muito mesmo...
Vander L. V. R. J. G. A. W. Flit
(não gostou? dá em te bóta ô mané!)
postado por quindim#neurótico 11:52 AM
Fevereiro,que mês a fudê.
Estou de férias, curti pra caramba o litoral Catarina, teve uma reedição do encontro de final de ano em Capão, participei de um filme(que apesar de terem roubado o avião e o Cláudio ter arrombado o portão do estádio) estava bem legal, e sai todas as noites pra a fuzarca.E quando estava pensando que era só isso me telefonam avisando que minhas férias foram prorrogadas em Dez dias !!!!!!!!!!! Vou querer o que mais???? Agora só falta passar o carnaval em Laguna City, acompanhado pelas belas mulheres de Santa Catarina.Fevereiro.Que mês do caralho.
Fui!!!!!!!!!!!!!
Élio Joselito Teixeira, o de férias eternas(ou quase)
postado por quindim#neurótico 1:41 AM
### Em baile de cobra se vai de bota...
Esmerilhava o corpo até não poder mais. Não se guardava, nada para depois, tudo o que existia era o presente. Um presente auto-destrutivo, alguns diziam. Mas ele minimizava a situação dizendo que era apenas auto-exploração.
E diferente disso, o máximo que fazia, e só de vez em quando, era recapitular passados distantes e recentes, onde se via em vidas singulares e com nomes próprios distintos.
Mas ali não havia passado, ele era como uma pupila, onde se registra a menina-dos-olhos. Com hífen parece uma forma lógica de grafar o substantivo, mas ser fosse usada assim: meninaquetemosolhosrochos, a coisa mudaria de figura, algo muito impreciso estaria sendo dito.
Uma simples expressão? Uma pergunta?
Algumas pessoas menos atentas diriam isso, mas aquele grego não, ele conseguiu entender. Eu nunca li O Apanhador no Campo de Centeio. Nem por isso vou te dizer até mais tarde, isso é coisa de fracos.
Mas lá, no meio daquele mar sem água, recobrou a consciência. Foram poucos instantes, mas deu pra pensar sério em sua vida. No deserto, ele repassava mentalmente os passos do suicídio à moda Touareg: expor a nuca ao sol para que a língua inche e provoque uma asfixia.
Enquanto isso não chegava, ele pensava: qual frase será a mais correta:
1) O navio entrava no porto fechado.
2) O navio entrava o porto fechado.
Quem tiver coragem, que deixe a sua mensagem com a resposta certa. Quem não tiver coragem, bem, ai não vai se pronunciar mesmo, não é cuzão. E que isso fique só entre nós, seu fraco.
Assim escreveu RRobbeerrvvaall, te dizendo o que é rreeaall.
postado por quindim#neurótico 12:49 AM
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004
Domingo, dia 08.
É. domingo passado eu, o Vander e a Vanessa, mais o Élio, o Pit, a Chayene e o Geovane fizemos uma parte na figuração do Curta "Quase Tudo, Quase Todos". A cena que retratava um acidente aéreo em um campo de futebol foi filmada no Campo do Canoas, no Bairro Mato Grande.
Nós, fomos os "acidentados". E para isso, recebemos maquiagem característica: sangue, barro e roupa rasgada além dos ferimentos na Chayene e na Vanessa feitos pelos maquiadores.
Algumas surpresas aconteceram, como, por exemplo, o roubo da carcaça do DC-3 que seruia usada no cenário. É isso mesmo galera!!!! ROUBARAM O AVIÃO!!!! hehehehehehehehe. Só mesmo em Canoas pra acontecer esse tipo de coisa!!!! O que será que fizeram com os seis metros de comprimento e trezentos e cinquenta quilos do avião, hein????
Desculpem pessoal, sei que essa história merecia um texto bem melhor.
Hoje me disseram que as fotos tiradas no dia já tão circulando por aí, onde estão???? Eu quero ver!!!!
Cláudio.
postado por quindim#neurótico 1:22 AM
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004
### Quem espera sempre cansa...
É quando uma hora demora mais do que o dobro do que demora meia hora.
Nuvens escuras tentam esconder, o vento frio tenta afastar. E são relâmpagos, e tem trovões, como um fio de aço atravessando o espaço. No medo se calam as frases, e as fases se enumeram em ordem: azul, barulho, vermelho, clarão. Fudendo com a vida, tenebrosa explosão.
Dá pra ver as árvores balançando, batendo no telhado, coisas perdidas voando, e outras achando resguardo.
Isso é uma segunda-feira com a legítima cara de segunda, mesmo que se trabalhe todos os dias, e não se tenha mais a real noção de o que é um final-de-semana. Essa minha semana já dura quase um mês.
Assim escreveu Roba Erva e Al, sem mais nada a declarar.
postado por quindim#neurótico 8:22 PM
Domingo, Fevereiro 08, 2004
### EM OBRAS ¿ tEM sOBRAS...
- A Surriada do Peixe Voador não vai bem das pernas - Esse presságio, ou mesmo agouro, já havia sido escrito aqui no Quindim, em uma outra mensagem premonitória. Mas não é só isso que não vai bem, afinal, existe um projeto paralelo, ainda em fase de experimentos, chamado Demolílit, e que bem falo a verdade: é de tão improvável êxito quanto a Surriada.
Eu acho que é esse lance de querer fazer músicas do estilo Trimassa que acaba estragando tudo. As letras Trimassa, cheias de meandros poéticos e micro citações ocultas sobre assuntos relevantes, mas de comparecimento obrigatoriamente escuso, também contribuem para essa tendência ao nulo.
É, realmente, são canções estranhas. E não se pode sair da normalidade e querer ascensão. É isso o que acontece quando se troca algum ingrediente de uma receita de bolo: ele não cresce, embatuma.
Mas estou pensando em uma nova possibilidade. E apesar de ser uma proposta já bem conhecida, mesmo assim decidi batiza-la como Dogma Toqmais, e é prescrita em cinco doses:
1) A banda tem que ter um nome apelativo, comercial (assim como tudo na vida é), algo como Chácara da Sogra, Ônibus Paraíso, Quero T, ou mesmo The Broz.
2) As letras devem ser simples, de fácil compreensão, e que transmitam coisas que pessoas bem normais fazem no seu dia-a-dia, algo como uma história de um cara andando de patins na Av. Beira Rio (em Porto Alegre) e enxerga uma mina que ele gosta, mas que não dá a menor importância pra ele. O piá tenta chegar nela, e repara que ela está com uma sacola de uma loja da moda. Ele pergunta se ela está vindo do shopping, e ela responde que sim, que comprou uma calça de uma marca famosa. O guri tenta então largar um charlate, dizendo que queria ver ela usando a calça qualquer dia desses, mas a princesinha dá uma queimada nele dizendo que ela vai estrear a roupa nova com o namorado lá no Veneza e tal. E aí se desenvolve a história, cheia de palavras que rimem com ¿ar¿, que é mais fácil de cantar.
3) A melodia tem que ter aqueles sons assobiáveis o tempo todo, tanto nos refrões quanto nas estrofes normais. Tem que ser uma melodia que se escute de manhã e grude na cabeça até a noite. Nada de grandes solos tecnicamente perfeitos.
4) Os refrões são o grande curinga. Um refrão ótimo resolve qualquer merda que o envolve, mas um refrão de merda afunda uma ótima música. Ë a parte mais importante, e deve ser repetida dezenas de vezes durante a cantoria. E se a música só tiver refrões, melhor ainda.
5) O visual dos integrantes da banda é importantíssimo. Nada de camisas do Deep Purple ou pintadas em casa. Deve-se investir pesado em lojas da moda, que infelizmente não posso citar nomes agora pois nunca entrei em uma. Mas assim que a minha pesquisa estiver completa eu deixo o recado.
Assim escreveu Roberval Piriri, que já decidiu o que quer ser quando crescer: um Pop Star.
postado por quindim#neurótico 6:07 PM
Sábado, Fevereiro 07, 2004
### Tem ombudsman no Quindim Piriri...
Olhei para a janela e vi meu reflexo no vidro. E vi quatro olhos. Estava sozinho na sala e me vi dobrado. Não tinha bebido, não estava drogado. Era uma imagem assimétrica, apesar de todos os quatro olhos serem simétricos.
Simétricos, mas não no sentido de correspondência em forma, tamanho ou arranjo. Possuíam sim, uma harmoniosa guerra simétrica, todos os quatro tinham a mesma força, eram vetores de mesma direção, mas com sentidos opostos. Um experimentava o autocontrole. Outro exigia menos exposição solar. O mais de baixo lutava para abrir uma fechadura falsa. O do lado se recusava a entregar a chave mestra.
É assim que funciona, depois dos vinte e dois anos o corpo começa a morrer. Se apodrece. Até o mais resistente aço do mundo se deteriora. Combina-se com o oxigênio e converte-se em óxido. Demora, mas apodrece. Até o remédio em grande quantidade vira veneno. Te apodrece.
Mas mudando de paçoquinha pra mandolate, depois de pedidos feitos por uma pessoa, que pediu para que eu não a identificasse, vou mudar a frase final das minhas mensagens. Por dois motivos: primeiro porque é um grosseiro plágio do livro ¿Assim Falou Zaratustra¿, do Nietzch (apesar de eu não ter nenhum peso na consciência por tal ato), e em segundo lugar por uma questão de concordância besta, afinal eu não falo nada, só escrevo. Então, concluindo:
Assim escreveu Roberval Piriri, sem arrependimentos, sem pesar pela falta cometida, sem vergonha nenhuma e sem medo de processos indenizatórios por roubo de obra literária.
postado por quindim#neurótico 8:48 PM
Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004
### Alcóolico Apostólico Romano....
Sempre tem alguém de aniversário. Nasce muita gente no mundo, a todo instante tem mais um para, daqui a um ano, começar a comemorar aniversário. E dá-lhe festa, tem docinho e salgadinho, ceva e refri, é balão e presente, e claro, parabéns pra você.
Mas parabéns agora? Atrasado? Sim, porque, afinal, essa data impressa na tua cédula de identidade credita tão somente o dia em que tu foi parido. Mas nascer mesmo, como organismo, tu foi concebido a aproximadamente nove meses antes.
E já vejo alguém lendo isso e me contrariando: ¿Ah, mas é a comemoração do dia em que tu conhece o mundo, que começa a fazer parte da nossa sociedade.¿
Hum, sei, tá. Mas eu me obrigo a responder: Comemorar o que? Não tenho recordações do dia em que fui expelido do útero materno, mas tenho certeza de que foi um dos piores dias da minha existência. Afinal, eu estava em um lugar aquecido, estava alimentado e era bem tratado. Mas aí, de repente, sou expulso para um lugar frio, duro, me pegam, apertam, vejo coisas esquisitas, não entendo nada e ninguém consegue me explicar o que está acontecendo.
Aniversário. O dia mais traumático de uma vida. E é comemorado.
Assim falou Roberval Pirimilton Nascimento, fazendo o que mais gosta: contestando coisas simples.
postado por quindim#neurótico 8:25 PM
Falai pessoal, tudo blz?
Estou de volta e ainda curtindo as minhas merecidas Férias, por isso andei meio afastado do nosso amigo quindival, mas trago excelentes noticias de Santa, as praias continuam lindas o mar límpido e cristalino, principalmente nas praias da Pinheira(onde ficamos alojados na casa do nosso amigo Marcelo-valeu Brother) e Guarda do Embaú, e as mulheres só não são as mais belas desse Brasil por não serem todas gauchas.Salve Santa Catarina, e seu litoral onde as águas mais verdes e cristalina que mais parecem olhos verdes da moça que nos olha com um sorriso límpido e claro como a espuma das ondas desse mar, ornado pelos raios de sol ,que pela manhã parecem as mexas loira da moça que vemos sentada vendo um fim de tarde a beira da areia nesse pedacinho do paraíso.
E para completar este passeio pelo litoral brasileiro passei o último fim na companhia dos grandes amigos vanderFly&Vanessaskbç@s , koko&C@rla em Capão, no Crássico "Beira-Rio" Camping e pub Bar.
E claro que não posso deixar de relembrar do grandes Brothers Vâni e do Gato que estiveram comigo na terra de Santa Catarina.
Voltei!!!!!!!!!!!!!!!!
Élio Joselito Teixeira
postado por quindim#neurótico 2:56 AM
Domingo, Fevereiro 01, 2004
### ¿Trabalho, trabalho, novo trabalho...¿
Ei, viva, respire. Precisa de uma massagem cardíaca? Quem sabe uma massagem no Ego? Talvez uma intromissão eletrointraespacial, com um belo choque nas bolas? Tudo isso alivia a pressão, seja qual for.
O trabalho me faz mal
Cabelos arrancados
Espasmos, engasgos
O trabalho tá me dando calos
Bolhas nos pés
Pigarros, enfartos
O calor atravessa e corta as correntes de ar frio, daquelas pessoas geladas e tal. Descongele o perigo que ele se reativa, e aí as coisas novas acontecem.
A porta do bar é massa
Vou com toda a pressa
Uma asa bate chamando
Pois é essa porta que resta
Inconfidência com Santos Ferreira
Bebi muito, tropecei em bebuns
Não tive escolha, tinha que fazer
Que postinho que nada
Eu falo do Gullis, pode crer
Assim falou Roberval Piriri, chegando do seu trabalho, cansado, reclamando de tudo, e lembrando dos velhos e bons tempos de vagabundagem.
postado por quindim#neurótico 3:13 PM
|
|